Wednesday, December 28, 2005

Baby Baby

Parecia que tinha passado uma eternidade desde a última vez que eu o tinha visto. O meu primo, que regressava agora da Austrália, tinha apenas 15 anos na sua última visita e o nosso grau de parentesco era bastante afastado.
Alguém teria de ir buscá-lo ao aeroporto, mas essa pessoa nunca poderia ser eu. Além de me ser impossível reconhecer Amadeu fisicamente, a minha vida era demasiado agitada para me permitir uma deslocação a meio da semana a Lisboa. Assim, optámos pelo meu tio, que praticamente passava os dias em casa, na companhia da mulher. Nenhum dos dois tinha de se apresentar num posto de trabalho.
No dia marcado e à hora estabelecida, lá estavam os dois, plantados no local das chegadas, à espera que Amadeu rompesse pela porta. Estava decidido que mal o meu primo chegasse da Austrália, eles regressariam no carro até casa. Há muito tempo que eu não via Amadeu. Não fazia a menor ideia, agora mais de 10 anos passados, de como seria o seu aspecto físico.
Nós éramos praticamente da mesma idade. Amadeu tinha dois ou três anos a mais, mas se esse pormenor nunca nos tinha feito confusão quando éramos companheiros de brincadeiras na infância, muito menos agora iria apresentar qualquer tipo de obstáculo.
De todas as casas da família, a minha era a única que tinha mais quartos. Bem, tinha um quarto vago mas foi o suficiente para destinarem Amadeu como meu hóspede. Confesso que a ideia inicialmente me assustou um pouco. Afinal não conhecia minimamente o animal nem quais os seus hábitos. De qualquer das formas, eu já tinha decidido que se ele me começasse a aborrecer muito seria gentilmente convidado a sair. Hóteis e pensões eram coisa que não faltava na cidade. Pouco me importava que a família me começasse a olhar de lado. Eu estava primeiro e na minha casa mandava eu.
Era sexta-feira à noite e eu já tinha jantado. Estava a passar a ferro a roupa da semana. Depois fazia intenções de sair, quem sabe para um café e um copo. Pouco depois das 10 horas da noite, a campainha tocou. Eu já nem me lembrava que vinha um primo da Austrália.
Falei pelo intercomunicador e alguém respondeu que se chamava Amadeu. Foi como uma estalada e a memória avivou-se. O homem já ali estava e eu nem lhe tinha preparado o quarto. Tudo se resolveria, pensei eu com a calma que me é característica.
Desci as escadas e abri a porta. Senti que estava com uma cara de parva enorme e que nada conseguia fazer para resolver o assunto. À minha frente estava um homem alto, moreno, com uns olhos verdes divinos e um corpo talhado no céu. A sua forma de vestir era bastante informal, com uma elegância distinta e um bom gosto incrível. Era o meu primo Amadeu.
Convidei-o a entrar e ele foi subindo as escadas, sempre comigo na sua retaguarda. Ainda por cima tinha um traseiro perfeito, redondinho, como eu gosto. Instalados na pequena salinha onde eu mantinha a lareira constantemente acesa, perguntei-lhe se tinha fome. Amadeu respondeu que a única coisa que lhe apetecia mesmo era tomar um banho e talvez sair para beber um copo. O primo da Austrália aumentava na minha consideração a cada segundo que passava.
Limpinho e perfumado, Amadeu apareceu na salinha ainda mais bonito do que há alguns minutos atrás. Informou-me que já estava pronto, como se eu não tivesse capacidade para ver que há muito que ele estava pronto. Vesti o casaco e peguei na carteira e nas chaves do carro e lá fomos nós a um barzinho que eu conhecia muito bem. Era Inverno e já passavam 15 ou 20 minutos da meia-noite.
Quando eu entrei com o Amadeu no bar toda a gente olhou. Claro, como não haviam de olhar. Aquele monumento de homem chamava a atenção até das mais míopes. Pedimos cafés e uísques para os dois. A conversa aconteceu e foi sucedendo-se, tal e qual como o álcool nos nossos copos, que não primava pela ausência. O uísque entrava nos copos e só saía para nos subir à cabeça. Tanto andou e tanto escalou que o inevitável aconteceu.
Amadeu, já embriagado, deixou escorregar os seus lábios para os meus e eu não me fiz de rogada. Afinal, não havia mal nenhum. Nós devíamos ser primos talvez em sexto ou sétimo grau, isto já a favorecer a coisa. Pouco depois, foram as mãos dele que, atrevidas e quem sabe cegas, se atiraram à minha cintura e me massajaram as ancas, num despudor nada característico a um primeiro encontro.
Confessei-lhe que me sentia quente, num misto de álcool e de desejo, e Amadeu acrescentou que mais quente do que ele não poderia estar. Discretamente, segredou-me ao ouvido que queria fazer amor comigo. Ainda me lembrei de lhe perguntar porquê, mas o bom senso impediu-me pois poderia estar a destruir o momento.
Devagar, muito devagar, levámos o carro até casa e depois de estacionado, desatámos a correr para casa, pois entretanto tinha começado a chover. Porta fechada e chaves na fechadura, Amadeu tirou-me o casaco e beijou-me a nuca. Estremeci. As suas mãos soltaram-se do corpo e embarcaram nos meus seios, prontas para uma aventura desbragada.
Fomos subindo as escadas entre beijos e carícias e uma vez à porta do quarto, do meu, já eu estava nua e Amadeu em tronco nu. Lançou-me para cima da cama e beliscou-me os mamilos. Com uma das mãos rompeu-me vagina dentro e sugou os dedos à medida que os ia retirando. Lambia-os com lentidão, um a um, como que a retirar todo o sumo que neles se concentrava.
A luxúria estava ao rubro quando o seu pénis me alcançou o sexo, sedento e húmido. Senti-o poderoso, inchado e decidido, como que a reclamar algo que há muito lhe pertencia. Amadeu era violento q.b. nas suas investidas, mas o carinho fazia igualmente parte do seu pensamento. Procurou sempre saber como eu me sentia e se estava tudo bem.
O tempo parou naquele instante e perdemos a conta às horas. Reparei no tarde da hora quando pelos buraquinhos das persianas vi os escassos raios de sol. Amadeu jazia esgotado a meu lado, com um dos braços por cima do meu peito, como que a dizer não sais enquanto eu não quiser. Tentei escapar-me sem o acordar, mas dir-se-ia que ele espreitava pelos cantos das pálpebras e impediu-me.
Agarrou-me uma vez mais e quase à traição enfiou-me o sexo, agora mais inchado do que na véspera, determinado a conquistar-me de vez. Beijou-me cada centímetro de pele e nada querendo deixar ao acaso, ainda teve tempo para brincar com a língua na minha vagina cansada.
Amadeu nunca mais voltou para a Austrália. Desde aquela noite, foi-se deixando ficar lá por casa. Gostamos das mesmas coisas, de apanhar bebedeiras juntos, ele de comer e eu de cozinhar. Fazemos um amor muito pouco civilizado e atrevo-me a dizer que gostamos muito um do outro. O meu outro quarto nunca chegou a ser ocupado.

Tuesday, November 01, 2005

Wednesday, October 26, 2005

O Calendário

O mês era Janeiro, como não podia deixar de ser. Os dias começavam agora a aumentar, pouco a pouco, mas eu ainda sentia frio, muito frio. Tanto frio tornava-me os movimentos difíceis, fossem eles quais fossem...
Devagar, muito devagar, sento-me quieta no sofá enorme em frente à lareira. Recosto-me um pouco mais e quando dou por mim já estou deitada. Vejo-o pela esquina dos olhos. Não pára quieto. Anda constantemente de um lado para o outro. O roupão de cetim vermelho que me cobre deixa algo a descoberto. É pouco mas nele noto já o desejo a crescer. Tento fugir, mas ele é rápido demais para mim.
Com calma e cheio de harmonia, como era seu apanágio, ele chega-se a mim mudo. Senta-se aos meus pés e descobre o pénis. Como quem não quer a coisa, olha para mim uma vez mais, de lado, e pede-me que me ponha de joelhos. Com um ar de comprometida, finjo não perceber o que quer, mas adivinho-lhe de cor as intenções.
Oferece-me o pénis à boca. Digo-lhe que não e ele fica ofendido. Nunca tinha feito semelhante coisa e ainda não me sentia preparada para começar agora. Mansinho, tal e qual como um animal doméstico, disse: "Vá lá!" Insisti que não estava nos meus planos sugar-lhe o membro só porque ele assim o queria. Quando acontecesse seria porque eu o desejava.
Contrariamente às minhas expectativas, pensava que ia ficar furioso, agarrou-me pela cintura e afogou o rosto quase que selvaticamente no emaranhado de pêlos que me cobria o sexo. Deixei que o fizesse. Sentia-me bem quando ele decidia passar a sua língua pela minha vagina. Sentia que a realidade era outra, bem diferente da que eu enfrentava todos os dias. Gosto de sentir a sua saliva a misturar-se com tudo aquilo que me povoa o âmago e me abandona quando ele me toca, sem que eu possa fazer algo que o impeça.
No fundo sei que ele não se importa desta minha atitude egoísta. Por enquanto! Sei que ele sabe que eu não gosto que ele me peça que o meta na boca. É a sua pequena batalha diária. Felizmente tenho um perdoar fácil. Com o nojo a sair-me da boca, abençoo-lhe a tentativa e espero angustiada pela próxima.
Ele não suporta que o deixe ficar com o desejo à flor da pele, entumecido e prestes a rebentar. Quando consigo controlar a raiva que se prontifica a tomar controlo de mim, abro-lhe as pernas e peço-lhe que liberte todo aquele desejo meio louco. Peço-lhe que deixe a sua essência algures em mim. Onde ele quiser. Ele adivinha a minha pouca vontade, nessas alturas, mas precisa de mim. Muito.
Lembro-me uma vez que um casal nosso amigo nos falou de uma festa em que haviam participado. Não era uma festa qualquer. Era uma espécie de orgia. Ele não foi na conversa e disse prontamente que não era feito de material que alinhasse nem em festas nem em bebedeiras, quanto mais em orgias. Ele era muito terra a terra. O sexo, para ele, eram dois únicos corpos a tentarem perpetuar uma união eterna e memorável. Confesso que essa perspectiva agradava-me imenso na sua personalidade.
Odeio tanto a ideia de fazer sexo oral como odeio o frio e a chuva. Ele sempre foi um homem belo. Tão belo quanto uma paisagem do Outono que eu tanto gosto. Apaixonei-me por ele perdidamente, logo da primeira vez que o vi. Senti como que toda a eternidade do meu lado, a tocar-me os ombros com os braços poderosos, a oscilar entre a dúvida de lhe perguntar, ou não, se queria ir para a cama comigo. Naquele preciso instante. Não podia, minto, não conseguia que o momento passasse sem lhe tomar o gosto.
Sonhei-o e desejei-o como quem deseja a própria vida. Com todas as minhas forças, arrastei-o para os meus lençóis e não foi preciso obrigá-lo a entrar-me pelo ser dentro. Ele era fogoso, tanto quanto uma tempestade consegue ser. Eu era o pior dos furacões, a maior das calamidades. Fazer amor tornara-se tão vital quanto a vida em si.
Imaginámos palcos e cenários fantásticos e eu entregava-me sem pudores. Consentia tudo. Bem, praticamente tudo. Desde essa altura que no meu horizonte não constava um pénis a encher-me a boca e a fazer da minha saliva uma mistura terrivelmente sem sabor.
Do meio das minhas pernas, ele soltou um gemido melodioso. Por instantes, pequenos milésimos de segundos, brotou em mim uma estranha vontade de lhe agarrar o membro e acariciá-lo entre a pele das mãos e as rugas dos dedos. Metê-lo na boca seria, talvez, o passo seguinte. Afinal, nunca, nem por um momento que fosse, ele deixou de agraciar-me o sexo com a sua língua, os seus lábios macios e, por vezes, os seus dentes.
Deixei que aquela tentação crescente se agigantasse e em pouco tempo, muito pouco mesmo para quem se apresentava tão renitente, eu cedi à vontade que agora tinha forma e abocanhei-lhe o pénis. Num vai e vem de mulher da vida, engoli com orgulho o membro que latejava de quente. Senti o pulsar das veias que debaixo da pele pareciam querer soltarem-se. Ele parecia estar a gostar.
Os seus olhos semicerrados deixavam antever a cor que sempre me fascinava. Só que naquela posição e do ângulo em que me encontrava, ao invés de azuis pareciam de um verde só comparado ao do oceano mais profundo, que o pénis inchado h‡ muito já tinha denunciado iminente.
Tomou-me as ancas e mostrou que fazia intenções de me possuir. Queria mostrar-me o quão satisfeito estava. Deixei que fizesse o que bem entendesse. Agora, já nada mais podia ficar de fora. Deixei que me amasse com as mãos, com os olhos, ora verdes ora azuis, tudo dependia da perspectiva. Afundei-me num universo novo criado unicamente de sentidos e de sensações. Com a mais suave, diria até subtil, das penetrações, um arrepio profundo colocou-me a alma em transe profundo e achei, por breves instantes, que ia desmaiar.
Com aquele sexo, uma vez mais poderoso, nas entranhas, uma vertigem, que até então nunca tinha experimentado, deixou-me tonta. Dir-se-ia parecida com uma embriaguez muito levezinha. Durante não sei quanto tempo, o seu corpo pesou em cima do meu. E não se podia dizer que ele fosse uma pena. Talvez fosse do cansaço, talvez tivesse sido a minha iniciação, mas sentia tudo muito mais intensamente.
Não há dúvida que uma nova mulher parecia ter despontado. Os pequenos pormenores que habitualmente regiam a minha vida eram agora completamente obliterados. Até o calendário da parte de trás da porta da cozinha deixou de ter os dias riscados à medida que iam passando. Afinal, até o tempo estava agora do meu lado.

Sem ais nem uis

Ela ali estava, diante de mim. Os dedos dos pés pareciam chamar-me e, lá ao fundo, as suas pernas abertas anunciavam-lhe o sexo. Catarina tinha uns pés pequenos e não se lhes conseguia ficar indiferente. Não usava verniz nas unhas, mas sinceramente também não lhe fazia falta alguma.
Os dedinhos dos pés pareciam esculpidos, quem sabe por qual grande artista. Enfiei cada um deles, à vez, na boca e confesso que me excitou ligeiramente. Passei ainda a língua pelos intervalos de cada um e admirei a superfície macia que os revestia.
Quando arrisquei uma passagem com a ponta da língua pela planta do pé, Catarina retirou-o imediatamente. Riu um pouco e pediu-me que não voltasse a fazê-lo. Tinha muitas cócegas, imensas mesmo. Longe de mim ofuscar aquele momento de intensa luminosidade!
Abri-lhe as pernas um pouco mais. Tinha na mente uma pura e mais do que perfeita contemplação do panorama que se avizinhava a norte dos pés de Catarina. Ali ao fundo sabia que seria sempre a subir e essa certeza agigantava-se à medida que os segundos passavam discretos. Percorri-lhe a pele das pernas com as mãos e senti toda aquela delicadeza.
Não lhe via o rosto mas podia apostar que Catarina mantinha os olhos fechados. Vi-lhe, ainda, os punhos cerrados. Catarina ia relaxando pouco a pouco e eu parti seguro para aquela aventura.
Peguei-lhe nas pernas e elevei-as, juntando-as posteriormente. Segurei-as firmes e direitas com uma das mãos. Nesta posição, o sexo de Catarina sobressaía inchado. As suas nádegas ostentavam uma pecaminosa forma de coração.
Passei a mão que ainda mantinha livre pelo monte de pêlos e segurei-os para cima. A vagina de Catarina estava descomunal, o termo é mais do que perfeito, e, por isso mesmo, convidativa. Nesta altura, eu controlava, sabe-se lá a que custos, os impulsos selvagens de a penetrar ali mesmo. O meu pénis clamava por atenção e chegava mesmo a arder de emoção.
Com uma ginástica que eu desconhecia ser possuidor, estiquei a cabeça quanto consegui e alcancei-lhe o sexo com a língua. Do outro lado das pernas, um gemido forte fez-se ouvir e o eco pareceu-me ensurdecedor.
Enquanto ia afastando os pêlos mais teimosos com os meus dedos, a minha língua ganhou livre trânsito e foi espontânea na sua expressão. Tinha um sabor ligeiramente amargo na boca, apenas contemplado por pequenos laivos de um prazer intenso.
Catarina enlouquecia e como era seu costume, inundou o momento com um violento orgasmo. O seu corpo estremecia espasmos, tal e qual como se estivesse a ser vítima de minúsculas descargas eléctricas. Nestas alturas, Catarina deixava de controlar os membros e por pouco as suas pernas não se soltaram lá do alto, onde eu as mantinha, agora às custas de uma imensa força.
Ainda ofegante, pediu-me o corpo. Abri-lhe as pernas muito bem abertas e posicionei-me em cima dela. De quatro, fiquei frente a frente ao seu sexo, uma vez mais. A vagina de Catarina latejava e eu obedeci ao seu chamamento.
Catarina abocanhou-me o pénis e um ai surdo soltou-se-me nesse preciso instante. Era como se toda a fome do mundo se tivesse concentrado na sua boca. Catarina sugava-me o membro em todos os sentidos e pareceu-me ouvi-la sôfrega.
Por entre toda aquela luxúria, ainda consegui avisá-la do que aconteceria se fosse com tanta sede ao pote, digamos, ainda que folcloricamente. Catarina entendeu a mensagem e o ritmo diminuiu, se bem que o mal já estava feito. Assim compreendia eu que não era a velocidade da manobra, mas a própria boca da minha amada a única a culpar pela intensidade dos meus sentidos. Sim, Catarina era a única a culpar pela minha quase completa loucura.
Bem, se há homens que não compreendem as mulheres, em alguns aspectos eu invejo-as. Catarina caminhava, a passo de corrida, para o seu segundo orgasmo. Mal o tal fio de electricidade lhe começou a percorrer o organismo, eu dei-me ao trabalho de temer pela saúde do meu pénis na sua boca. A verdade é que os seus dentes se mostravam ameaçadoramente perto do meu membro. Quase lhes podia sentir o marfim.
Felizmente nada aconteceu, mas tudo estava longe de terminado. Ondulante como uma serpente, Catarina voltou-se de costas. Oferecia-me todas as curvas das suas nádegas como um poderoso chamariz, ao qual ninguém poderia ficar indiferente. Um pequeno reflexo de luz passeou-lhe pela pele lisa e eu fiquei deslumbrado.
Tomei-lhe cada metade com as mãos, quase como que de assalto, e, sem sequer pensar, afocinhei-me no seu ser. Apenas por breves instantes pois não queria deixar em falso aquele convite irrecusável e totalmente imprevisto.
Segurei o pénis e tentei a entrada. Era tão apertado que até doía. Era a minha estreia, mas eu sabia que não a podia deixar mal. Bem, eu também não queria ficar com o currículo manchado.
Estava a demorar mais do que se previa mas nós não tínhamos pressa alguma. Eu, pelo menos, não tinha. Catarina estava perfeitamente relaxada e, sem ais nem uis, instaurava uma vez mais o convite. Eu fermentava de ansiedade.
Pouco a pouco, fui encaminhando o meu ser para dentro do de Catarina. Até que...Um calor exacerbado me subiu pelas entranhas. Tinha a certeza de que a minha temperatura rondava os 40 graus.
Se eu pensava que o pior era chegar até lá, todas as minhas certezas se dissiparam no segundo a seguir. Mexer-me dentro das suas nádegas era bem mais complicado do que parecia. Apesar de tudo, naquele local tudo era tão mais intenso que a própria velocidade, ou o simples movimento, se tornavam desnecessários.
Catarina é que era esperta como uma raposa. Ou talvez até mais! Parecia não lhe agradar nem um pouco a ideia de terminar ali aquele episódio. Autoritária mandou-me sair e ofereceu-me, risonha, a sua vagina. Tive medo de não conseguir apreciá-la convenientemente. Principalmente depois de todo o resto. Felizmente, Catarina rondava as imediações de uma meretriz!
Agarrei-a pelas ancas e, juntamente com o ponteiro dos minutos, desencadeei a minha pequena recordação. As costas de Catarina só tocavam no chão pela altura dos ombros. Todo o resto era elevado pelos meus movimentos seculares. Tinha os calcanhares pregados na alcatifa e parecia que nada a tiraria dali, de junto a mim.
Dentro de si tornei-me preenchido. O meu primeiro orgasmo acompanhava pacientemente o terceiro de Catarina. Esgotado pela página histórica que tinha elaborado, senti o peso do mundo nos ombros e mal articulava um som. Catarina já se dirigia para um banho de emersão perfumado, lançando ao ar um convite mais ou menos obsceno. Nunca iria perceber de onde vinha tanto apetite!